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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Papa não é POP. É Rock!

A notícia que tem abalado o mundo católico nos últimos dias é sem dúvidas a Renúncia do Papa Bento 16. Acredito que a grande dúvida acerca dessa questão é: quais foram os reais motivos para a tal decisão do Papa?

"EIS O MISTÉRIO DA FÉ!"


Mas pra falar a verdade mesmo, eu acho que as pessoas não deviam ficar tão aborrecidas com a decisão de Bento 16. Sim, por que com todos os escândalos envolvendo a igreja católica nas últimas décadas, principalmente os casos de acobertamento dos crimes de pedofilia, Bento 16 (mesmo com todo o seu kit de preconceitos) aparentemente nunca concordou em "passar a mão na cabeça" dos criminosos. Esse é apenas o preço que ele escolheu pagar por discordar (mesmo que ironicamente) da hipocrisia da igreja.

"O PAPA NÃO É MAIS POP!"

Uma decisão como essa da renúncia, acaba frustando muito os fiéis. Principalmente os mais fervorosos - incluindo aquelas velhas "horas-extra" que insistem em participar dos coros desafinados das missas dominicais. As pessoas estão decepcionadas. Sim, porque se o próprio representante de DEUS na terra não tá "dando conta", imagina nós, pobres e meros teleguiados, medíocres e preguiçosos. Como ficaremos sem alguém para nos ditar as nossas próprias convicções - ainda que até o fim do Conclave?

Definitivamente, O PAPA NÃO É MAIS POP. O PAPA É ROCK!


Sim o Papa é Rock sim! Ele teve atitude de olhar pra um lado e pro outro e dizer: "Negão, que porra é essa aqui? Tô pensando que era uma coisa, agora é outra? Tô rodeado de 'sacana' de tudo quanto é tipo! Na boa, eu vou 'chutar esse balde!' Eu vou é pra casa. 

FUI!"

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"No BBB" - Pare de reclamar e parta para a ação: Bloqueie o Big Brother Brasil no seu Twitter

Depois de ver muita gente reclamando sobre o Big Brother Brasil nas diversas mídias sociais - lugar criado para que pessoas finjam engajamento com assuntos pseudo-intelectuais - resolvi me solidarizar com esses "seres-humanozinhos"  e divulgar uma ferramenta (extensão) disponível no navegador Google Chrome que bloqueia determinados termos pré-configurados por você (inclusive: BBB).


Não me lembro mais, mas se não me engano, essa extensão também permite que você bloqueie alguns outros termos. Bom...é tudo o que sei por hora, afinal de contas, já perdi muito tempo falando sobre Big Brother Brasil ou BBB.

O link para a extensão do "No BBB" está aqui (diretamente da página de aplicativos do Google). Entre nesse clube você também!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Estudar pra quê?

Eu sempre fiz essa pergunta, tanto à mim, quanto aos meus pais. Quando fazia a mim mesmo, a resposta era sempre vazia. Certamente eu não tinha "conhecimento" ou mesmo, "informação" suficientes para responder tal questão.

Quando fazia aos meus pais, eles sempre reproduziam o discurso imputado em nossa sociedade (capitalista) que, de uma forma geral, diz que "...é preciso estudar pra ser alguém na vida." Ou seja, na verdade, o que esse discurso queria dizer é que: estude para ter uma profissão, ganhar seu próprio dinheiro e se sustentar. Então posso concluir que "ser alguém na vida" é se sustentar com o próprio dinheiro? Por que não?

Hoje eu sei de fato, para que servem os estudos. Servem para que você, de forma consciente, perceba que está sendo abduzido, a fim de que faça parte da engrenagem mercantilista que se transformou a educação - um produto.

Num artigo publicado em 2007, pelo professor universitário João Luís Almeida Machado, na folha de São Paulo (ver link), o parágrafo 7º me chama bastante atenção, quando diz:

"Conheço casos de pais que desde as séries iniciais do ensino fundamental escolhem as escolas de seus filhos pensando na aprovação nos concorridos vestibulares das melhores universidades brasileiras para os cursos mais disputados, como medicina, direito, engenharia, administração. Não há nenhuma preocupação com a felicidade e a formação integral desses estudantes. E o que quero dizer com isso? Que carecemos de maior atenção aos aspectos humanizadores, aqueles que irão assentar as nossas relações com as outras pessoas e que, também, nos darão sustentação emocional e intelectual para compreender o mundo em que estamos inseridos."

Eu particularmente concordo plenamente com o professor. Apesar das inúmeras novas profissões surgidas no século XXI (mesmo "pagando" mais / ou proporcionando mais prazer e bem estar), ainda existe um esforço muito grande em direcionar os jovens às profissões mais tradicionais, seja por status, ou seja por vaidade dos pais. Sei lá...

Mas tem um outro problema que me incomoda ainda mais. É a existência daquele ciclo vicioso de que, se você não tem experiência, você não consegue emprego - por que não tem experiência. Que porra é essa?!


E tem mais! Você tá se formando, tá cheio de conhecimentos, vai disputar uma vaga e os caras preferem um estagiário. Por que ele é mais jovem, supostamente está louco pra trabalhar - mesmo em condições escrotas - e ainda é mais vantagem sob o ponto de vista da falta de um vínculo empregatício (o álibi que os empresários tem para não ter problemas com os encargos de um funcionário).

Quer saber... ESTUDAR PRA QUÊ?

Se você der sorte, no meio desse caminho escroto, você consegue adquirir ao menos, algo que ninguém jamais poderá tirar de você: o conhecimento.

Fiquem aí com duas visões artísticas (e antagônicas) sobre o tema:

Artista: Pato Fu.
Música: Estudar pra quê.



Artista: Léo e Giba.
Música: Estudar pra quê.



Se você der sorte, no meio desse caminho escroto, você consegue adquirir ao menos, algo que ninguém jamais poderá tirar de você: o conhecimento.

Ideologia paga suas contas?

"Ideologia, eu quero uma pra viver..." 

É incrível como essa música de Cazuza é muito forte e atual ainda hoje, não é verdade?

Eu já tinha "-2" (menos dois) anos de idade quando ele entrou no Barão Vermelho (sim, por que eu nasci em 1983) e confesso que, devido às circunstâncias, eu só vim conhecer de fato (pelo menos em parte) o trabalho de Cazuza há alguns anos - e gostei muito do que encontrei. Me identifiquei de cara com algumas letras e até mesmo com o som da banda - digo isso por que, por muito tempo, não era muito a "minha praia". Mas isso não vem ao caso...

Porém, eu não comecei esse post com o intuito de falar necessariamente do Cazuza - é verdade...! Apenas trouxe essa música à título de reflexão mesmo. Sim. É que vejo com bastante frequência, vários discursos, de várias personalidades (músicos, artistas, pseudointelectuais, etc.) evocando esta palavra de uma maneira até leviana, eu diria. Posso estar enganado? É óbvio que sim - e o mais provável também, quem sabe?

A questão é a seguinte: de que tipo de "Ideologia" esse povo tá falando? É o mesmo que o Cazuza fala em sua música? Aliás, que tipo de conceito sobre "Ideologia" mesmo o Cazuza está se referindo? Aliás², o que é mesmo ideologia? Segundo o Aurélio:

1 - Ciência que trata da formação das idéias.
2 - Tratado sobre as faculdades intelectuais.
3 - Conjunto de ideias, convicções e princípios filosóficos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo, grupo, movimento, época, sociedade.

Ora, se tem relação com o pensamento de indivíduos, grupos, movimentos, época e sociedade - e estas mudam constantemente ao longo da história - qual o problema de se mudar a percepção sobre uma determinada linha (ou corrente) de pensamento, seja lá qual for a motivação para isso? É disso que eu tô falando!

Aí, quer dizer: se, por algum motivo, eu, que já me declarei publicamente compartilhar da corrente de pensamento "A", estou fadado a ter que carregar eternamente esse fardo, mesmo que ela já não atenda mais aos meios anseios e expectativas? É isso? É o quê... uma espécie de fidelidade? Dívida? Desculpe, mas conheço isso como HIPOCRISIA.

Ideologia não paga as minhas contas!

Por isso, me sinto bastante confortável em descer do meu "egoísmo" e buscar reconhecer que existem outras "possibilidades", nessa vida. Que não há nesse mundo, verdades absolutas! Não tenho vergonha de mudar de opinião quantas vezes for necessário.

E por fim, fico puto quando vejo músicos, artistas e etc., enchendo-se de empáfia e se rotulando, vestindo suas "Hipócri-deologias" fascistas, em detrimento dos outros.

Façam-me um favor: Paguem as minhas contas, ou vão direto pro inferno!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Briga de "narigudos" grandes!

Já ouviu alguém dizer algo assim: "Ah, isso aí é briga de cachorro grande"? Já? "Apôis" (gíria nordestina), é exatamente isso que está acontecendo entre Rafinha Bastos e Luciano Huck. Ambos "cachorros grandes" - um de raça e outro vira-lata - (não necessariamente nessa mesma ordem), trocando "narigudices" (o nariz de Rafinha não perde em nada pro de Huck) em rede nacional (leia-se, web no Brasil...rsrs).

Mas qual o problema de tomar um vinho durante o jantar, na própria casa, com sua senhora? Nenhum. E qual o problema em dar um abraço num amigo que completava 70 anos - isso num clube à 800 metros de sua casa? Também nenhum. E qual o problema de fazer tudo isso no mesmo dia (digo, noite...) - isso sim, na mesma ordem? A resposta: Polêmica!

O que há em comum entre Rafinha Bastos e Luciano Huck - além vossos narizes avantajados? Ambos são comunicadores. Só que um é visto como o mocinho. O outro, como vilão. Aí eu te pergunto:

1 - Até que ponto pessoas que se esforçam para passar uma imagem de "bonzinhos" falam a verdade?
2 - Ou: Até que ponto pessoas que tentam passar uma imagem de vilão falam a verdade?

Só sei de uma coisa: todo mundo já fez a mesma "merda" que o Luciano Huck fez essa semana. Mas, se recusar a fazer o teste de bafômetro foi, no mínimo, burrice. E a sua imagem de mocinho perante os seus fãs e admiradores? A troco de quê permitir que sua (santa)imagem fosse maculada, após tanto esforço pra construir o contrário?

Loucura, loucura, loucura...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quem é músico?



Eis uma pergunta que eu sempre me fiz (e ainda faço), principalmente após os primeiros contatos com o mundo da (muitas vezes temida) notação musical. Trata-se de uma pergunta que parece ser bastante simples de ser respondida - e talvez seja mesmo.  Porém, apesar de bastante genérica (e talvez por isso mesmo), é capaz de levar a diversos questionamentos que vão desde os mais apaixonados aos mais contidos, feitos pelos mais diversos tipos de indivíduos - músicos ou não.

E aí, acabamos de cair no problema proposto no título: Afinal, Quem é músico? Talvez seja interessante entender antes o conceito de música. Nas minhas pequenas experiências com o mundo das teorias musicais, aprendi que para ser música, é necessário que a peça (ou obra, enfim...) seja um composto de harmonia, melodia e rítmo. Essa definição, apesar de bem genérica, tem muita relação com a concepção de música ocidental e já me ajuda a rebater boa parte dos comentários preconceituosos que ouço quanto a determinados estilos musicais como: arrocha, pagode, sertanejo, rock, mpb, etc. (É isso mesmo! Todos acabam sendo alvos em algum momento).

Mas afinal, Quem é músico? Sabe qual é a resposta? Eu também não. Será que aquele seu vizinho que comprou um cavaquinho, ontem, na mão de outro amigo (agora dele), que comprou uma revistinha numa banca de jornal para aprender a tocar as suas músicas prediletas, já pode ser chamado de músico? Ou então: a partir de quando poderá ser chamado assim? Depende de quê para que este indivíduo conquiste o status de músico? E para colocar ainda mais lenha na fogueira: música é algo meramente intuitivo ou requer práticas de disciplina e aplicação ténica?

Não pretendo responder a nenhuma dessas questões no corpo deste texto. As contribuições dos leitores nos comentários é que poderão a, quem sabe, transformar este texto e o seu tema num artigo? Sem contar que eu jamais conseguiria fazer isso sozinho.